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SEP 17 2010

Alimentos sobem mais e inflação em São Paulo vai a 0,21%, mostra Fipe

Fonte: G1, em São Paulo

Uma semana antes, IPC-Fipe ficara em 0,15%.
Alimentos tiveram alta de 0,42%, a maior desde a terceira semana de maio. 

A taxa de inflação ficou maior pela segunda semana consecutiva na capital paulista, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,15% na primeira semana de outubro para 0,21% na semana seguinte.

Os preços dos alimentos, que subiram 0,42% na última semana, tiveram a maior contribuição para a alta do IPC. Na semana anterior, os preços do grupo haviam subido, em media, 0,05%. A inflação dos alimentos foi a maior desde a terceira semana de maio, quando ficara em 0,59%.

Também ficaram maiores, na passagem da primeira para a segunda semana de setembro, as taxas de vestuário (de 0,24% para 0,34%), e habitação (de 0,27% para 0,29%).

A inflação do grupo saúde desacelerou para 0,18%, ante 0,25% na semana anterior. Ficaram menores, ainda, as taxas de transporte (de 0,18% para -0,03%) e despesas pessoais (de -0,07% para 0,10%). A taxa do grupo educação permaneceu estável em 0,03%.

 

 

 

SEP 14 2010

Brasil evita maldição das commodities

Para o Banco Mundial, país é bom exemplo de vocação agrícola que conseguiu diversificar a atividade econômica. Instituição derruba tese de que alta participação de produtos primários na economia prejudica o desenvolvimento.

     A "maldição das commodities" -teoria que aponta a abundância de matérias-primas como fator adverso ao crescimento econômico- é um risco para a América Latina, mas pode ser evitada.

      A conclusão é de estudo lançado ontem pelo Banco Mundial, em São Paulo.

      A recente volatilidade nos preços das commodities e o elevado volume de exportação de itens básicos pelo Brasil têm sido apontados como algumas das razões para a apreciação cambial e o consequente aumento das importações de manufaturas.

      Esse cenário gera o temor de ocorrência da doença holandesa no país -teoria que aponta a valorização da moeda local como fator inibidor à produção de produtos industrializados, devido ao aumento das importações.

      No entanto, o economista principal do Banco Mundial e coautor do estudo, John Nash, aponta o Brasil como um bom exemplo de país de vocação agrícola que tem conseguido diversificar a sua atividade econômica.

      "Na década de 60, o café representava 53% da pauta de exportações brasileira. Em 2006, o minério de ferro era a principal commodity da cesta de exportações do Brasil e equivalia a 7% do total", afirmou Nash.

      "Na Venezuela, aconteceu o oposto. Houve um processo de concentração", acrescentou. Em 1962, o petróleo respondia por 67% das vendas externas. Em 2006, esse percentual saltou para 92%.

      Segundo ele, a diversificação ajuda a atenuar a influência da volatilidade das commodities -que aumentou na última década devido à maior demanda dos emergentes- no câmbio.

      Por essa razão, a diversificação da atividade econômica, ainda que mais limitada ao setor primário, é apontada pelo Banco Mundial como caminho para transformar a "maldição" em "benção".

      Lição de casa

      Em "Recursos Naturais na América Latina", o Banco Mundial aponta a necessidade de formação de uma poupança de longo prazo para converter parte da renda obtida com recursos naturais em outras formas de capital.

      Outra prática relevante é a formação de fundos de estabilização, para gerar uma poupança para gerações futuras e juntar recursos que possam suavizar períodos de volatilidade de preços.

      O modelo seria semelhante ao fundo do pré-sal que está sendo criado no Brasil.

      A última tarefa recomendada pelo banco para evitar a "maldição das commodities" é a garantia de instituições sólidas e independentes.

      Segundo Francisco Ferreira, economista do Bird, pressões políticas e econômicas para que a renda com as commodities seja gasta rapidamente prejudicam os países latinos-americanos que se destacam na área.

Fonte: Folha de São Paulo (14/9/2010)

SEP 14 2010

Crise leva Cuba a demitir meio milhão de servidores

Cuba anunciou ontem o início de um processo de demissão de 500 mil funcionários públicos - o equivalente a 10% dos servidores - com o objetivo de reduzir os gastos e o inchaço da máquina estatal.

     O governo comunista da ilha quer realocar a maioria dos demitidos na incipiente iniciativa privada. Será a maior reviravolta envolvendo o emprego em empreendimentos particulares desde a revolução.

      A expectativa é que o governo do presidente Raúl Castro multiplique a liberação de concessões para quem quiser tocar seus próprios negócios, o que ampliaria as possibilidades de trabalho para quem perder seu cargo público.

      "Nosso Estado não pode e não deve continuar mantendo companhias, entidades produtivas, serviços e setores no Orçamento com salários inflados [e] perdas que prejudicam a economia", disse em um comunicado da Central dos Trabalhadores Cubanos (CTC), encarregada de divulgar os detalhes do plano. A entidade, a única central sindical com permissão para operar no país, apoiou os cortes.

      "As opções de trabalho serão aumentadas e ampliadas com novas formas de emprego não estatal, entre elas o arrendamento de terras, cooperativas e autoemprego, absorvendo centenas de milhares de trabalhadores nos próximos anos", diz o comunicado. As demissões começam em outubro e vão até março. A meta, já anunciada, é demitir 1 milhão até 2015. Cuba tem pouco mais de 11 milhões de habitantes.

      Mais de 85% da força de trabalho atual da ilha, ou 5 milhões de pessoas, tem emprego público, segundo dados oficiais. O governo admite que o país tem servidores demais e muitos fazendo a mesma coisa. "Temos de acabar para sempre com a noção de que Cuba é o único país no mundo onde as pessoas podem viver sem trabalhar", disse Raúl Castro em agosto, ao anunciar as linhas gerais do plano.

      Na visão do governo, expressa ontem pela CTC, "é necessário elevar a produção e a qualidade dos serviços, reduzir os vultosos gastos sociais e eliminar gratificações indevidas e subsídios indevidos".

      Em entrevista publicada na semana passada na revista americana "Atlantic", o ex-presidente cubano Fidel Castro, de 84 anos, sugeriu que o modelo cubano não funciona nem mais para os cubanos. Em seguida, afirmou que foi mal interpretado e que se referia ao capitalismo. Mas alguns analistas entenderam que que ele quis mesmo manifestar apoio a reformas no ilha.

      Cuba tem hoje na iniciativa privada apenas 591 mil pessoas - a maioria delas trabalhando no campo, segundo o Escritório nacional de Estatísticas. Funcionários do Partido Comunista que, segundo a agência de notícias Reuters, tiveram acesso ao plano detalhado de "reorganização da força de trabalho", Cuba deve emitir 250 mil novas licenças para autoemprego até o fim de 2011, quase duas vezes mais que o número atual e criar 200 mil empregos não estatais. A definição do governo de autoemprego inclui vários empreendimentos que em geral são de pequeno porte, como restaurantes e cafés, oficinas mecânicas e em lojas de material de construção.

      Os servidores demitidos que não aceitarem as opções de emprego receberão 70% de seu último salário por três meses. Os chamados empregos não estatais são, por exemplo, aqueles em pequenos negócios ou como motoristas de táxi ou ainda funcionários de pequenas empresas públicas que passaram a ser administradas por cooperativas. O plano representa a reforma mais importante adotada por Raúl Castro desde que assumiu a Presidência no lugar de Fidel em 2008. E é a maior mudança no setor privado desde que pequenas empresas foram nacionalizadas em 1968.

Fonte: Valor Econômico (14/9/2010)

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